Entrevista Básica Comunicações – Colégio Medianeira

2 de abril de 2025


1 – Como a empresa começou?

Eu (Adriana Mugnaini) e minha sócia (Daniela Licht) nos conhecemos na faculdade de Jornalismo da PUC-PR. Naquela época, as faculdades formavam estudantes para atuar em redações (jornais, revistas, rádio e televisão), negligenciando a comunicação no mercado corporativo.

Já atraídas por esse universo, começamos a estagiar e a fazer cursos na área. Nos formamos já com pequenos clientes e, no ano seguinte, fundamos a Básica Comunicações.

Foi um período de transição entre o analógico e o digital, com a internet ainda em sua fase inicial. As empresas não sentiam o impacto da imagem no mercado como hoje, ou seja, uma comunicação mal feita ainda não era vista como um risco significativo.

Os primeiros dez anos foram de desbravamento, captação e consolidação no mercado. Logo depois, nos reposicionamos como uma agência de conteúdo. Em 2005, passamos a atuar fortemente no segmento de comunicação para eventos corporativos e congressos técnico-científicos. Em 2023, desenvolvemos o serviço de curadoria de eventos, que inclui estudo e mapeamento de trilhas de conteúdo, além da agência e contratação de palestrantes.

 2 – Onde é possível identificar a sua atuação no dia a dia?

Em tudo que envolve comunicação, conteúdo e jornalismo:

  • Notícias em geral (sites, blogs, jornais, revistas, programas de televisão, canais de notícias);
  • Redes sociais: conteúdos empresariais, trabalhos de influenciadores e textos utilizados na divulgação de marcas;
  • Eventos: matérias veiculadas pela imprensa e repercussão digital dos eventos;
  • Palestras: palestrantes nacionais e internacionais em eventos.

 3 – Quais as principais dificuldades no processo de criação da empresa?

Criar a empresa não foi tão difícil; aliás, essa é a parte mais fácil. O desafio verdadeiro está na gestão, sem qualquer conhecimento prévio.

Não aprendemos na faculdade de Jornalismo – e acredito que em muitas outras – a sermos empreendedoras. Administrar balanços, emitir notas fiscais, controlar fluxo de caixa, planejar estratégias financeiras, acompanhar índices de reajuste e lidar com inflação foram desafios que aprendemos na prática.

Nossa falta de intimidade com números foi outra dificuldade. Tivemos que fazer cursos básicos de finanças e contabilidade para desmistificar a ideia de que “basta empreender”. Criar o negócio é simples; gerenciá-lo, não.

Lidamos com bancos, departamentos financeiros e escritórios de contabilidade de clientes e parceiros. Participamos de planejamentos estratégicos e financeiros, o que nos forçou a aprender a trabalhar com orçamentos planejados (semestral e anual).

Desde 1999, enfrentamos pelo menos três crises econômicas profundas, que nos obrigaram a nos adaptar a novas realidades de fluxo de caixa. Mas nada se compara à pandemia da COVID-19, um exercício extremo de adaptação, sobrevivência e planejamento em tempo recorde. Além de cuidar da saúde da empresa, precisávamos garantir a estabilidade dos funcionários, fornecedores e família.

Empreender exige habilidades que nem todos possuem naturalmente, mas que podem ser desenvolvidas. No entanto, não é simples. O mercado precisa oferecer oportunidades para diferentes perfis de profissionais.

 4 – Clientes e parceiros

Entidades:

  • CREA-PR
  • ABRH-PR
  • IEP
  • OAB-PR
  • ACP
  • Curitiba Convention

 Empresas:

  • Ultracheese (LacLélo, Itacolomy, Cruzília e Búfalo Dourado)
  • Zanlorenzi Bebidas (Vinhos Campo Largo e Sucos Campo Largo)
  • Grupo OM Comunicação Integrada
  • DHEO Consultoria
  • Wolbito do Brasil
  • Academia Brasileira de Direito Constitucional
  • Arns de Oliveira Advogados Associados
  • Electrolux
  • Ecoparque

 Eventos:

  • Feira Internacional da Mandioca
  • Viasoft Connect
  • Connect Week
  • Congresso Paranaense de Cardiologia
  • Simpósio Brasileiro de Direito Constitucional
  • Congresso Brasileiro do Algodão
  • Congresso Paranaense de Recursos Humanos
  • Interforensics

 5 – Dicas para quem está começando uma empresa

  • Leve os estudos a sério desde o ensino médio, pois são uma preparação profissional, mental e emocional para os desafios futuros.
  • A faculdade é apenas um ponto de partida. Aproveite estágios, cursos, palestras e networking. Busque conhecimento para entender sua vocação.
  • Amplie seus horizontes: aprenda administração, contabilidade, gestão de pessoas e comunicação. Tudo isso será útil na sua vida empresarial.
  • Não tenha vergonha de começar pequeno. As conquistas são graduais e devem ser celebradas.
  • As relações que você constrói hoje podem ser fundamentais para seu futuro profissional. Cultive-as com amizade e sinceridade.
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