1 – Como a empresa começou?
Eu (Adriana Mugnaini) e minha sócia (Daniela Licht) nos conhecemos na faculdade de Jornalismo da PUC-PR. Naquela época, as faculdades formavam estudantes para atuar em redações (jornais, revistas, rádio e televisão), negligenciando a comunicação no mercado corporativo.
Já atraídas por esse universo, começamos a estagiar e a fazer cursos na área. Nos formamos já com pequenos clientes e, no ano seguinte, fundamos a Básica Comunicações.
Foi um período de transição entre o analógico e o digital, com a internet ainda em sua fase inicial. As empresas não sentiam o impacto da imagem no mercado como hoje, ou seja, uma comunicação mal feita ainda não era vista como um risco significativo.
Os primeiros dez anos foram de desbravamento, captação e consolidação no mercado. Logo depois, nos reposicionamos como uma agência de conteúdo. Em 2005, passamos a atuar fortemente no segmento de comunicação para eventos corporativos e congressos técnico-científicos. Em 2023, desenvolvemos o serviço de curadoria de eventos, que inclui estudo e mapeamento de trilhas de conteúdo, além da agência e contratação de palestrantes.
2 – Onde é possível identificar a sua atuação no dia a dia?
Em tudo que envolve comunicação, conteúdo e jornalismo:
3 – Quais as principais dificuldades no processo de criação da empresa?
Criar a empresa não foi tão difícil; aliás, essa é a parte mais fácil. O desafio verdadeiro está na gestão, sem qualquer conhecimento prévio.
Não aprendemos na faculdade de Jornalismo – e acredito que em muitas outras – a sermos empreendedoras. Administrar balanços, emitir notas fiscais, controlar fluxo de caixa, planejar estratégias financeiras, acompanhar índices de reajuste e lidar com inflação foram desafios que aprendemos na prática.
Nossa falta de intimidade com números foi outra dificuldade. Tivemos que fazer cursos básicos de finanças e contabilidade para desmistificar a ideia de que “basta empreender”. Criar o negócio é simples; gerenciá-lo, não.
Lidamos com bancos, departamentos financeiros e escritórios de contabilidade de clientes e parceiros. Participamos de planejamentos estratégicos e financeiros, o que nos forçou a aprender a trabalhar com orçamentos planejados (semestral e anual).
Desde 1999, enfrentamos pelo menos três crises econômicas profundas, que nos obrigaram a nos adaptar a novas realidades de fluxo de caixa. Mas nada se compara à pandemia da COVID-19, um exercício extremo de adaptação, sobrevivência e planejamento em tempo recorde. Além de cuidar da saúde da empresa, precisávamos garantir a estabilidade dos funcionários, fornecedores e família.
Empreender exige habilidades que nem todos possuem naturalmente, mas que podem ser desenvolvidas. No entanto, não é simples. O mercado precisa oferecer oportunidades para diferentes perfis de profissionais.
4 – Clientes e parceiros
Entidades:
Empresas:
Eventos:
5 – Dicas para quem está começando uma empresa